Não existe crescimento sem crédito, diz coordenadora do Núcleo de Acesso ao Crédito da CNI

terça-feira, 10 jan 2017

Recessões costumam ter um efeito peculiar no ambiente de negócios de um país: se, por um lado, milhares de empresas fecham as portas ou são obrigadas a cortar pessoal, por outro explode o número de registro de novas empresas. Chamado de "empreendedorismo por necessidade", o fenômeno acontece quando pessoas que perdem os empregos decidem abrir um negócio. Entre janeiro e setembro de 2016, último balanço da Serasa Experian, 1.542.967 empresas foram criadas no Brasil. É o maior número desde 2010.

Independentemente da idade dos negócios, uma coisa é certa: para ter sucesso, todas as empresas precisam de financiamento para manter e expandir a operação, inovar, modernizar a estrutura, entre outros aspectos. Em tempos difíceis na economia brasileira, esse pode ser um desafio e tanto. "Não existe crescimento sem crédito. Garantir o acesso das indústrias aos recursos de financiamento é fundamental não apenas para ajudá-las a se manter durante a crise, mas também para que elas ajudem o país a sair dela", afirma Suzana Peixoto, economista e coordenadora dos Núcleos de Acesso ao Crédito (NAC).

A rede de núcleos, articulada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com federações estaduais de indústrias, orienta empresários sobre linhas de financiamento disponíveis, ajuda a indústria a se preparar para a tomada de crédito e também é um mecanismo de interlocução entre a indústria e as instituições financeiras. O instrumento já opera em 14 estados. No ano passado, por meio do NAC, a CNI firmou um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para difundir informações sobre os recursos oferecidos pelo banco à indústria. "Vamos ter a oportunidade de traçar estratégias junto ao banco para facilitar o acesso das empresas industriais ao crédito oferecido pelo banco", afirma Suzana. Entre 2015 e 2016, os NACs ajudaram a aprovar mais de R$ 319 milhões em empréstimos. Confira a entrevista que Suzana concedeu à Agência CNI de Notícias.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Por que a CNI criou a rede NAC?

SUZANA PEIXOTO - Primeiro, porque sem crédito não há crescimento. Pensamos em uma maneira de auxiliar as empresas, sobretudo as pequenas, que mais precisam e são as mais numerosas, nesse aspecto. O empresário está muito ocupado com o dia a dia dos negócios e as pequenas empresas não costumam ter um departamento financeiro que trate especificamente desse assunto. Com o apoio da CNI, as federações de indústrias conseguem ajudar as empresas a ter as informações necessárias para a tomada de decisão na hora de buscar o crédito. Os NACs estão presentes em todos os estados da região Sul, em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e em todo o Nordeste, com exceção do Piauí e de Sergipe. Estamos trabalhando para inserir a região Norte nesse processo, começando pelo Tocantins.

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